“Diante de tudo, só quero que você saiba que jamais estive tão bem como agora. E isso sequer é mais uma tentativa de te fazer ficar arrependido por tudo. De verdade, eu to legal. Estou mais viva, mais minha. To aproveitando, sabe? Pode parecer meio hipócrita da minha parte, mas não guardo rancor. Apesar de tudo. Eu aprendi a querer bem aquilo que algum dia já me fez feliz e você sempre me fez sentir tão plena. Essa fase de praguejar para que teu órgão genital caia, ou então que outra garota faça você sofrer como eu sofri, já passou. Tudo entre nós se tornou tão indiferente, que teu bem-estar não me atrapalha mais. Não me dói saber que você encontrou outro alguém, que vocês frequentam os mesmos lugares que nós, que teus pais tomaram conhecimento da tua nova relação. Não me atrapalha nadinha. Não me tira do sério como antes. Aliás, sei que não alterará nada, mas conheci outro alguém também. Ele me convida pra sair todo fim de semana, me presenteia e me abraça tão forte que vez ou outra tenho a impressão de estar completa outra vez. Ele me faz rosar as bochechas quando me olha nos olhos e a gente anda de mãos dadas na rua. Nós não vamos durar para sempre, não fazemos planos, sequer a gente se ama, mas me faz bem. E antes assim do que repleta de falta e saudade que foi como você me deixou. Eu só queria que você soubesse que nada mais me puxa para baixo, nada me tira do prumo. Você marcou a minha vida e eu fui a garota que fiz teu mundo parar. Não dá para esquecer, mas dá para deixar de fazer diferença. Relaxa, a gente sabia que não ia durar, finja que nada te afetou. Eu fingirei que estou completa e reconstituída outra vez.” — Germana K. (via revezar)
“No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto, preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: Que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: O de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios, que importa?” — Caio Fernando Abreu. (via desvingada)
“Tu nunca foste do tipo que me ligaria todos os dias, ou que me mandaria uma mensagem fofa as meia noite em ponto. Você sempre foi um ogro. Você é a mistura do errado com o problema, do tipo que deveria carregar uma placa no pescoço dizendo “perigo, afaste-se”. Você sempre se mostrou forte, do tipo que não se abala com nada. Mas eu entrei na tua vida, e do nada parecia que tudo tinha mudado, pelo menos comigo era diferente, tu me tratava bem, e era tão bom saber que tu só era assim comigo. Tu odiavas o desenho animado que eu mais gostava, e tu passaste a assistir, e quando eu perguntei o porquê de tu ter começado a assistir aquilo, tu dizia “oras, pra entender o porquê de tu seres tão maluquinha e apaixonante, como tu és”. Eu tinha uma coleção de camisetas tuas no meu armário, e tu nunca tirava minha pulseira do braço, aquela minha pulseira preta, simples e imprestável, que tu tomou de mim com a desculpa de ter também alguma coisa pra lembrar-se de mim. Tu odiavas qualquer tipo de rede social, mais criou uma só pra saber o que eu fazia quando tu não estavas por perto. Eu derretia teu coração de gelo, e só eu sabia olhar tão fundo nos teus olhos, capaz de te convencer que eu estava conseguindo ler seus pensamentos. Tu continuavas o mesmo ogro de sempre, mais comigo tu eras doce, tanto é que te apelidei de uma coisa esquisita, você era meu ogrodoce. E agora, é exatamente meia noite em ponto, e eu acabei de receber uma mensagem tua.” — Sim, apenas meu, meu ogrodoce. Anna, imheartlessgirl. (via imheartlessgirl)
“Eu me declarei pra você milhares de vezes. Quando eu ri daquela sua piada idiota que não teve a menor graça e quando dei risada das piadas de mau gosto que você fez sobre mim. Lembra? Eu deixei você me zoar porque você achava muita graça naquilo, e se te faz feliz… Bom, me faz feliz. Quando eu deixei os outros um pouquinho de lado pra dar toda a atenção pra você. Quando eu ouvi as músicas que você me mandou, mesmo elas não sendo do meu gosto. Lembra… Quando eu tratava todo mundo mal, mas era super gentil com você? Então. Isso também foi uma declaração, mesmo que silenciosa. Quando eu aguentei suas grosserias todas porque você teve um dia ruim. E também quando eu deixei você descontar todas as suas frustrações em mim, mesmo eu não tendo nada a ver. Quando eu te fiz sorrir quando tu chorava por outra pessoa. Quando eu te defendi do mundo mesmo você estando completamente errada. Quando eu deixei de ficar irritado só porque você tava mal e precisando de alguém. Eu me declarei pra você tantas vezes, da minha maneira… Só você que não viu.” — Vinicius Kretek (via carent-e)
“E, pensando bem, no final, não perdi nada. Meus sorrisos? Eu os dava só pra você, todos eram por sua causa, você que os tinha posto ali. Aqueles olhares intensos e felizes aconteciam só quando você estava por perto… Então, você só me tirou tudo que me deu. E você? Você eu nunca tive pra poder perder.” — Vinícius Kretek (via timeofourrlives)